sábado, 21 de setembro de 2013

marca

escrita
com o espinho 
árido

inscrita
na rocha
rupestre

ínfima
com um grão

atemporal
vermelho e ocre

adscrita
ao verde seco do sítio
pintura de gente
riscado na roupa

áspera
como a terra
e ainda mais como a cerca

da cor do vaqueiro
e como ele
escravizado e livre

da cor da benzedeira
livre, jamais escravizada
cor da rainha
desta margem
deste platô - pequeno e pouco

ao som da banda
a cabeça abençoada
uma dança sutil e acrobata

o grande, o muito
pela estradinha
na praça
pelo terreiro
na sala da casa

espelho e fita
na roda
na gira

íris encantada
às custas de ervas

infusão de folha
na garrafa da alma


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