sábado, 13 de dezembro de 2014

isto não é um diário

dorme cedo. acorda na madrugada. liga o bendito computador. demora a dormir. acorda tarde. este não era o plano. meio dormindo, meio acordadx faz e toma o café. lê e revisa o escrito dx estudante. trabalha o dia inteiro nisso. como não é de ferro, dá uns bordejos nas redes sociais. ouve uma música afro-sertaneja-beat sendo ou não de ferro, lembra que vai viajar, lava uma parte da roupa. para somente para o almoço. revisa parte do escrito dx estudante. lava outra parte da roupa. almeja ver o último dia da mostra de cinema. descobre que não pode. estende a roupa. faz um suco. atende a um telefonema com sotaque afro-nordestino e outro com sotaque angolano. uma hora ri. noutra fala sério. termina a leitura ouvindo um começo de festa dos playboys da vizinhança. futrica nas redes sociais. troca uma ideia com gente do afro-sertão. ligado num raio. ligado numa tempestade. choveu e está úmido. há um céu bonito. chama e espera alguém para a conversa amena, cara a cara. a bebida destilada está a postos. tem mais coisa pra ver, pra ler, pra escrever. a página do caderno eletrônico mal suporta os toques, os beats e os bytes.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

rastilho de pólvora

pequena paixão
dona da madrugada
embriagada por mim
guardada nas lentes
rastilho de pólvora
sobre a calçada

antes de queimar me traz
antes de trazer me queima

sem refrão

vou voltando
quebrando coco
bebendo água
viajando vou
quebrando onda
dançando na praia
indo e vindo
casca de coco
cabaça d'água
viajando de volta
vestido de onda
despido de praia

mapa

asa mecânica
coração de prótese
ferrugem é medo
pensamento é distância
o corpo desterrado
inventa um lugar
à margem da grande casa
às margens da mina d'água
quilombo é mapa
cabeça de mar e terra
certa dureza de coração e asa
olho é pele