sábado, 20 de junho de 2015

palmas para a baixaria heteronormativa

o assunto parece ser a discriminação religiosa e também sexual provocada por quem se identifica ou é identificado com determinados segmentos evangélicos. o que poderia ser um papo sério resvala para a baixaria heteronormativa. explico.
o pastor diz que o jornalista fala "asneira" ao acusá-lo de incitar a intolerância. o jornalista responde com uma grosseria típica da agressão entre homens heterossexuais, insinuando que o outro gosta mesmo é do sexo com outros homens.
milhares de postagens repetem a baixaria falocêntrica e heteronormativa. milhões de acessos à gravação são acompanhados de "curtidas". o que fica de um assunto sério: que os homens brancos, com poder de fala (e do falo?) fazem o que querem, e inclusive contribuem para baixar mais ainda o nível das falas públicas.
usar o vocabulário machista não vai salvar nenhuma yaô ou yalorixá, nenhuma travesti ou lésbica ou gay, nenhuma pessoa de identidade feminina ou negra de um ataque a seu corpo. os homens continuam preservando sua brancura e sua macheza. algumas e alguns dentre nós aplaudem.
na memória da infância no armário esses palavrões reverberam. eram usados para maltratar. são ainda. estamos no mesmo lugar: do escárnio, ante-sala da eliminações sumárias. estamos equivocadamente sós.

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