quinta-feira, 12 de maio de 2016

lini/ker

lini/quer
lini/quis

lini/querem
lini/quero

lini/quem
lini/queer

lini/querer
lini/ker

mal me lini/ker
quem?
bem me lini/ker
eu

e tudo o que é seu
lini/ker

[após a primeira passagem do furacão ‪#‎Liniker em Goiânia]

quarta-feira, 11 de maio de 2016

escalas e escolas da reação

 o dia: o dia em que provavelmente se consolidará o golpe branco - leia-se masculino e de elite - na esfera política, contra um governo repleto de erros, mas não exatamente por eles (os erros graves de negar problemas das camadas de baixo e de se aliar ou imitar as camadas de cima dizendo que a proposta era outra). um golpe que se estenderá em várias escalas, do corpo à cidade, aos estados e ao país.

os próximos dias: os vislumbres de visibilidade e possíveis avanços das mobilizações da gente subalternizada podem dar lugar a ameaças de várias ordens. entre a desobediência civil, as fugas (políticas) e os enfrentamentos, uma certeza: temos 3 gerações e vários platôs articulados para elaborar a reação em várias escalas.

o tempo: o tempo em que nossa gente subalternizada imaginou dar passos a frente e alguns foram dados (e isso vem antes e está além de qualquer governo). são 3 gerações de estereótipos e ataques letais. (são mais). são 3 gerações formadas em escolas - formais ou não, quadriculadas ou não - do corpo às aldeias, aos quilombos, aos terreiros, às pistas e ruas e margens das cidades e do país.

os próximos tempos: uma escola que não se resume a docentes, discentes, livros, cadeiras e salas. (na escala local há muitas escolas criativas sem livros, mas não sem poemas). a escala da escola do saber-fazer/poder insurgente que nos manteve – ainda que “apenas” mental, espiritual ou artisticamente – em nossos territórios.